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Domingo, 14 de Maio de 2006

Poder e arrogância

Há determinadas pessoas que, ao assumir uma posição de poder, perdem a noção de humildade e simplicidade. Ou, então, sempre foram prepotentes e arrogantes. Seja pelo sucesso que lhes subiu à cabeça ou por defeito de feitio, aproveitam para subjugar os que estão abaixo delas - hierarquicamente falando - e abusar da paciência deles, tendo em conta os modos que usam.

Infelizmente, vivemos num país em que, cada vez mais, são valorizados os «direitos» dos «grandes senhores», bem colocados na vida, e esquecidos os dos «mais pequenos». Normalmente, em situações profissionais, estes «mais pequenos» encontram-se em situações precárias. E como há muita oferta... ou aguentam ou vão embora. Como se ouve recorrentemente em muitos locais de trabalho: «há mais quem queira».

Mesmo quando o «mais pequeno» cumpre o seu papel pode sempre ter o «azar» de encontrar alguém que não goste dele, pura e simplesmente por imbirração. Pode ser sujeito a humilhações, ser responsabilizado por algo que não fez, etc, etc. São as chamadas injustiças.

E como responder? Claro que há processos legais para fazer frente a estes «grandes senhores»... Mas e as represálias? Quem é que hoje enfrenta de «peito feito» estes supostos «donos da verdade» contra tudo e contra todos? Certamente quem não terá muito a perder. O que é raro de encontrar.

Apesar de não ter vivido na época - nem sequer ser nascida - gostava que tivesse sobrevivido mais um pouco da Revolução, do 25 de Abril. A luta contra o poder instalado, contra as injustiças, a precariedade... A coragem, a esperança em tempos melhores.

Às vezes, apetece assumir o mesmo papel arrogante e prepotente destes «grandes senhores» e responder-lhes exactamente à letra, no mesmo sistema de linguagem que usam. Dizer tudo o que vai na alma e está preso na garganta. Não ter medo de perder o pouco que se conquistou e virar as costas, sem receios de ver «bloqueadas» - por portas e travessas - futuras oportunidades.

Se confiança e arrogância andam cada vez mais de mãos dadas, então percebo porque tantas vezes me consideram insegura. Mas se ser arrogante também é sinónimo de evolução na carreira, se é preciso «pôr os pés à parede» para que outros não nos ponham «os pés em cima», então estará para chegar um novo eu. Porque chega uma altura em que estamos fartos de aturar as mesmas situações. Chega uma altura em que não estamos mais dispostos a cumprir determinados papéis. Chega uma altura em que já chega de manter a cabeça baixa.

E quanto às consequências... já tive mais a perder.  

sinto-me: revoltada

publicado por IWonderWhy às 13:17

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3 comentários:
De vitor a 14 de Maio de 2006 às 14:41
tens razao em tudo o que disseste, menos numa coisa:

não há "donos da verdade"


De IWonderWhy a 14 de Maio de 2006 às 15:50
Claro q n há. Daí as aspas. O problema é que eles acham-se «donos da verdade» ;)


De vitor a 16 de Maio de 2006 às 20:16
idiotas da pior especie, portanto.


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