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Sábado, 22 de Abril de 2006

Só a mim

Costumo dizer, entre amigos, que há coisas que só acontecem a mim. Normalmente, não acreditam ou acham que é exagero ou pessimismo. Ora aqui vai uma lista de algumas «pérolas» que me aconteceram...

- É de pequenino que se torce...

Desta não me lembro com exactidão porque era demasiado pequena. Reza a história, neste caso, a minha família mesmo, que estava sentada ao colo da minha irmã, na primeira fila, a assistir a um espectáculo de circo. Chega aquela fase (já extinta nos dias de hoje, felizmente) em que a senhora das cobras (julgo que não se diz domadora) resolve passear a dita pelas primeiras filas da plateia para os mais aventurados fazerem uma festa...(blearghh...). Quando está a aproximar-se de mim, sentada ao colo da minha irmã, (o raio d') a senhora tropeça... e lá vem a cobra...bem pertinho da minha cara. Está claro que abri um enorme berreiro e estive sem ir ao circo durante bastante tempo. Ahh... Até hoje não gosto muito desses bichos rastejantes... I Wonder Why...;)

- E eu que até gosto de carne...

Como todas as crianças, tive imensos animais de estimação. Pássaros, hamsters... e um coelho. A minha avó paterna fazia criação destes simpáticos animaizinhos. Depois de muito chatear, lá me deu um coelhito, ainda bebé, muito fofo e peludo. Quem não achou grande graça foi a minha mãe... que tinha de aturar o intenso cheiro... da urina do coelho. Eu - criança - não tinha grande paciência para limpezas profundas e, por mais que se tentasse lavar, a gaiola do bicho tinha sempre o tal cheiro característico. Depois de alguma insistência materna, lá decidi devolver o coelho à origem: à minha avó. O bicho voltou todo contente e começou logo em grande festa com os outros (sim, é isso mesmo... atirou-se logo a uma coelha..lol). Eu, tranquila, pensei que ia poder vê-lo sempre que fosse a casa da minha avó. Até que um dia....

Eu: «Avó, onde está o Barnabé?» (era o nome do coelho)

Ela: «Qual Barnabé?»

Eu: «O coelho que a avó me deu e que eu devolvi...»

Ela: «Ahhh!!! Esse tu e os teus pais já comeram na semana passada!»

Eu: ................................  

- Brincadeiras fora de época

Nunca fui grande fã do carnaval, mas lá ia fazendo as minhas brincadeiras. Em criança, mascarava-me. Em adulta, nem tanto. Mas nunca tive paciência para «porcarias», ou seja, estragar a roupa dos outros com lixívia, sujar de farinha e água, ovos podres.... era para esquecer! Neste ponto, até tive alguma sorte. Fora alguns balões de água, nunca me acertaram com «porcarias»... no Carnaval. É verdade. Um belo dia ia a chegar a casa, tranquila, a caminhar pela rua, quando, vindo não sei de onde... PAFFF... Cai-me um ovo em cima. Só que já não era Carnaval... era véspera de Páscoa.

- E eu que sempre gostei de andar sozinha na rua

Era fim de tarde e chegava a casa depois de mais um dia de escola. Tiro as chaves da mala e preparo-me para abrir a porta do prédio. Entra alguém comigo. Digo «boa tarde». Não responde. Penso: «Mal-educado». Entro no elevador e carrego no meu andar. A outra pessoa não reage. Até que tento sair do elevador para ir para casa... mas o tal indivíduo não me deixa passar. Era um assalto. Levou apenas trocos, mas, não contente, queria que lhe indicasse a minha casa. Não podia pensar em reagir porque ele ameaçava-me com algo que escondia debaixo do blusão (podia não ter lá nada, mas nunca fiando...). Lá desistiu e foi embora. Assustada, pedi ajuda aos vizinhos e chamei a polícia. Enquanto um dos vizinhos corria escada abaixo, atrás do assaltante, com uma viola na mão...(sim, uma viola... é que não havia taco de baseball), chegam os «senhores agentes». Propõem-me fazer uma ronda com eles pelo bairro degradado mais próximo, para tentar encontrar o assaltante. Lá fomos. A 20 km/h, com os faróis nos máximos, a apontar para todos os que passavam... Claro que não podia dar bom resultado. O carro da polícia foi apedrejado (connosco lá dentro, pois claro), os agentes saíram a alta velocidade do carro e eu - inconsciente, curiosa a querer meter o bedelho - fui atrás. Trancaram-me no carro para a minha própria segurança, chamaram reforços e acabaram por prender um homem... que não tinha nada a ver com o que me tinha assaltado.  Resumindo: fui parar à esquadra às 11 da noite, quando tinha sido assaltada antes das 7 da tarde...

- Perigo... entre a estrada e o passeio

Era de manhã, bem cedo. Ia no meu carro, numa rua transversal àquela onde vivo, a caminho da Gare do Oriente. A rua é estreita e, no bairro onde vivo (e quase por toda a Lisboa), o estacionamento é caótico. Numa família de 4 pessoas, existem, muitas vezes, 6 carros. E tendo em consideração que os prédios com garagem só têm capacidade para um carro por condómino, é fácil de calcular que todos os outros ficam «espalhados» pela rua. Lá ia concentrada no meu caminho, quando vejo, a uma distância considerável, um senhor a caminhar na berma da estrada. Dava espaço para o carro passar, sem qualquer problema. Pensei: «É tão cedo, está tudo em silêncio, não vale a pena apitar, porque tenho espaço e o senhor já deve ter dado pelo carro». Eis quando, no preciso momento em que vou a passar por ele, o dito senhor, em vez de se desviar para o passeio, desvia-se ainda mais para a estrada - por causa de um carro mal estacionado - e... PATAPUM!! Bato com o retrovisor no braço do senhor e o espelho partido voa para dentro do carro (a janela estava aberta, era Verão) em direcção à minha cara. Páro o carro e saio furiosa, com a cara arranhada pelos estilhaços do esppelho, indignada por o senhor se ter atravessado no meu caminho, pondo em risco a vida dele e pondo em causa a minha responsabilidade ao volante. Grito:

Eu: «Mas você é doido?!!! Atravessa assim à frente do carro?? Não viu que eu vinha aí?»

Ele:........

Silêncio. Ou quase. Exprimia alguns sons e gesticulava. Depois percebi. Claro que não tinha dado pela presença do carro. «Eu também não apitei» - pensei na altura. Mas de que é que servia? - pergunto-me agora. O senhor era surdo-mudo. 

 

 

sinto-me:

publicado por IWonderWhy às 13:59

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1 comentário:
De vitor a 23 de Abril de 2006 às 17:07
antes de mais nada páscoa e ovos tem tudo a ver!

também tive traumas com coelhos de estimação, mas fui eu proprio que o comi!e nao me queixei...

:p


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