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Domingo, 19 de Março de 2006

Contas da vida

Um dia destes dei por mim a pensar que estava cansada de ter papéis secundários na minha vida. Na vida pessoal, um mais um raramente é igual a dois. As minhas contas são mais um e um... às vezes. Um mais um menos um... Um a dividir por dois ou três... e lá fico eu com zeros e vírgulas... no meu saldo emocional. Fora o resultado (quase sempre) negativo da vida pessoal (mas às vezes produtivo), na vida profissional as contas também saíam confusas. Ou, que é como quem diz, os papéis. Por mais que eu somasse horas de trabalho, esforço e dedicação... o realizador do filme da minha vida acabava por atribuir o papel principal com base numa qualquer conta complicada ou, quem sabe, jogo aleatório. Deve ser parecido com o Euromilhões. Fartamo-nos de apostar, mas, só com muuuuiiitaaaaa sorte, nos saem 10 euros. Enquanto um gajo qualquer num recanto perdido de um país europeu joga uma vez na vida, uma aposta de 2 euros, e leva para casa uma bela soma. Na vida também é assim. Nem sempre quem aposta mais, obtém mais resultados. Mas mais vale apostar, por via das dúvidas.


Contas à parte, talvez seja melhor pensar que os papéis secundários são uma forma de treino, de melhoramento, para o papel principal. Estejamos a falar de relacionamentos ou profissão. Porque daqui a 10 anos não vamos aturar certas indecisões do sexo oposto, mentiras descaradas ou meias-verdades convenientes. Porque, nessa altura, vamos ter a certeza que há muita oferta, basta procurar, e que «mais vale só que mal acompanhado». Até porque quem tem (verdadeiros) amigos nunca está realmente só.


Na vida profissional, das duas uma: ou habituamo-nos a papéis secundários e somos bem sucedidos a desempenhá-los ou agarramos, finalmente, um papel principal e encaramo-lo como apenas mais uma meta... e não "A" meta. E, como não vamos ter medo de perder este novo papel que nos coube, porque já não parece assim tão importante, vamos olhar o patrão nos olhos e dizer sem medo as injustiças de que somos alvo. Vamos ter mais confiança em nós próprios porque sabemos que lutámos e chegámos lá. Não vamos deixar que ninguém nos passe por cima, mas também não vamos ficar obcecados com o sucesso dos outros. Vamos corrigir os nossos erros, mas vamos também aceitá-los melhor.


Parece que todas estas contas - e papéis - fazem parte da vida de todos nós. A diferença é que uns demonstram, outros não. Há quem viva de aparências, há quem seja transparente. No fundo, o que importa é aquilo que vivemos, aprendemos e assimilamos. Mesmo que caiamos várias vezes no mesmo erro. Tudo tem uma razão de ser. E mesmo que não tenha... o que interessa é que, enquanto cá estamos, possamos viver com muita emoção. Seja a chorar ou a rir.


publicado por IWonderWhy às 12:46

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